Que mania é essa, sujeito?
O paraibano Zé do Norte entrou para a história não só por aquilo que fez, mas por aquilo que não fez mas disse que fez. E gravou
José Nêumanne - O Estado de S.Paulo, 03 de julho de 2010.
Alfredo Ricardo do Nascimento, vulgo Zé do Norte, era sertanejo de Cajazeiras, no alto sertão paraibano. Sua cidade fica perto de Orós, Ceará, terra de Raimundo Fagner, e de Brejo do Cruz, no limite da Paraíba com o Rio Grande do Norte, cidade de Zé Ramalho e da cantora Socorro Lira. Os xarás se conheceram e chegaram a provar uns chopes muito bem tirados, acompanhados de tremoços, num restaurante alemão simpático da Lapa carioca, o Bar Brasil. A morena Socorro, dona de uma voz melodiosa e cristalina, é de outro tempo, outra geração, outro feitio. Agora, ela e ele estão reunidos no CD Lua Bonita, em que a cantora registrou 11 canções clássicas da música popular, todas com autoria atribuída a Zé do Norte, nem todas de fato compostas por ele. Na mais famosa, Mulher Rendeira, Socorro recorreu a um artifício esperto: deu a cantiga de ninar como de domínio público (DP), com adaptação de quem se dizia o autor.
A cantora incorporou o espírito malandro do homenageado. Este, sim, apesar de egresso das brenhas do interior nordestino, aprendeu todos os truques da malandragem carioca vivendo ao lado de Cartola, Carlos Cachaça e outros compositores de renome do morro da Mangueira, no Rio. No convívio com esses bambas da Estação Primeira, ele deve ter ouvido a sentença atribuída a Sinhô, da nata dos sambistas dos anos 30: "Samba é como passarinho, está no ar, é de quem pegar." E tratou de registrar como de autoria dele canções que ouviu a mãe no sertão ou algum companheiro de caserna afinado em Fortaleza cantar ou, quem sabe, em terreiros de macumba no Rio mesmo. Mas nem depois de haver tomado todas, jamais revelou ao amigo mais fiel que músicas ele de fato compôs e de quais ele assumiu a autoria. Típico personagem de Rio, Zona Norte, clássico do Cinema Novo, de Nelson Pereira dos Santos, ele não foi nisso original. Patativa do Assaré não acusava Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, de se impor como parceiro em canções que não compusera? E o maestro Villa-Lobos não adaptou temas de DP (como Ó, Mana, Deixa Eu Ir) nas Bachianas?
Certo é que Mulher Rendeira já era cantada no sertão antes de Zé do Norte ser dado como gente na então Capital Federal. Há quem diga que seu autor é Virgolino Ferreira da Silva, o temido cangaceiro Lampião. Mas é mais provável que tenha sido adaptada e recebido acréscimos ao longo do tempo. E não é de todo improvável que algumas estrofes tenham sido criadas por aquele que a adotaria como obra dele.
De qualquer maneira, a cantiga foi o ponto de partida da carreira artística que catapultou Alfredo Ricardo do Nascimento para a fama como Zé do Norte. Boa praça, com muita verve, ele se tinha tornado amigo de intelectuais cariocas. Cantando uma embolada que fez sucesso no espetáculo Aldeia Portuguesa, aproximou-se de Joracy Camargo, letrista e autor do maior êxito de bilheteria do teatro na virada dos anos 40 para 50: Deus lhe Pague, protagonizado por Procópio Ferreira.
Pelas mãos de outra escritora e jornalista renomada, a cearense Rachel de Queiroz, foi indicado para a equipe da produção cinematográfica de O Cangaceiro, dirigida pelo paulista Lima Barreto, como consultor de prosódia sertaneja. Terminou sendo o "autor" da trilha, interpretada por Vanja Orico, também atriz e filha de um político renomado, Osvaldo Orico. O sucesso da fita em Cannes elevou Zé do Norte ao Olimpo do cancioneiro popular nacional.
Vanja, assim como Elba Ramalho, Geraldinho Azevedo, Sandra Belê e Zé Paulo Medeiros, tem participação especial no belíssimo CD de Socorro Lira. Divide a interpretação de Sodade, Meu Bem, Sodade, uma obra-prima do lirismo sertanejo que, graças ao talento e à esperteza de Zé do Norte, se imortalizou. E, mercê da sensibilidade de Socorro Lira, encanta ouvintes de hoje, como antes já fizera.
Morto aos 71 anos, em 1979, Alfredo Ricardo do Nascimento levou para o túmulo o segredo do que seu heterônimo Zé do Norte realmente compôs ou do que retirou do limbo do anonimato nas brenhas para projetar na glória das execuções no rádio e na televisão pelo mundão além das porteiras do sertão. Socorro Lira, com a ajuda do pesquisador Assis Ângelo, outro paraibano, resgatou a obra e a saga de seu conterrâneo, mostrando que cada canção, por ele composta ou trazida a lume, vale esse preito à alegria, à malícia e à criatividade do sertanejo que, escolado nas manhas de sobreviver, fez-se malandro carioca de escol, chapéu de feltro e cachecol.
JOSÉ NÊUMANNE, JORNALISTA E ESCRITOR, É EDITORIALISTA DO JORNAL DA TARDE
segunda-feira, 12 de julho de 2010
DIÁRIO DA REGIÃO _ SÃO JOSÉ DO RIO PRETO (SP)
Socorro Lira homenageia Zé do Norte
por Ariana Pereira, 26 de junho de 2010.
‘Lua Bonita’ marca comemorações do centenário de compositor e escritor
O novo CD de Socorro Lira, “Lua Bonita”, é uma homenagem ao centenário de Zé do Norte. Nascido em Cajazeiras, sertão da Paraíba, o homenageado é autor da imortal “Mulher Rendeira”, que Socorro regrava com outras dez canções compostas por ele.
“É um disco que eu queria fazer desde 2005, quando tomei contato com a obra do Zé do Norte. Conseguimos lançar agora, coincidindo com o centenário, comemorado em 2009”, diz Socorro Lira.
Entre as músicas estão “No Reino de Iemanjá”, “Rainha do Tamba” e “Vai Ver Quem Chegou”. O álbum conta com a participação especial de Elba Ramalho, em “Flor do Campo”, Sandra Belê, em “Balança a Rede”, Zé Paulo Medeiros, em “São Jorge e a Lua”, Vanja Onorico, em “Sodade, Meu Bem, Sodade”, Chico Corrêa, em “Sapato de Algodão”, e Geraldo Azevedo, em “Lua Bonita”.
“Os convidados foram escolhidos dentro do universo de artistas que já gravaram alguma canção do Zé do Norte. Conseguimos fazer uma boa mistura de estilos, com nomes reconhecidos e novos músicos que despontam no cenário nacional.” Além das faixas musicais, o álbum traz uma bônus recitativa, retirada do livro “Brasil Sertanejo”, escrito por Zé do Norte.
Socorro Lira tem dez anos de carreira e seis trabalhos autorais gravados: “Cantigas” (2001), “Cantigas de Bem Querer” (2003), “Intersecção - A Linha e o Ponto” (2006), “As Liras Pedem Socorro” (2007), “No Terreiro da Casa de Mãe Joana” (2009) e “Cores do Atlântico” (lançado somente na Europa, neste ano).
por Ariana Pereira, 26 de junho de 2010.
‘Lua Bonita’ marca comemorações do centenário de compositor e escritor
O novo CD de Socorro Lira, “Lua Bonita”, é uma homenagem ao centenário de Zé do Norte. Nascido em Cajazeiras, sertão da Paraíba, o homenageado é autor da imortal “Mulher Rendeira”, que Socorro regrava com outras dez canções compostas por ele.
“É um disco que eu queria fazer desde 2005, quando tomei contato com a obra do Zé do Norte. Conseguimos lançar agora, coincidindo com o centenário, comemorado em 2009”, diz Socorro Lira.
Entre as músicas estão “No Reino de Iemanjá”, “Rainha do Tamba” e “Vai Ver Quem Chegou”. O álbum conta com a participação especial de Elba Ramalho, em “Flor do Campo”, Sandra Belê, em “Balança a Rede”, Zé Paulo Medeiros, em “São Jorge e a Lua”, Vanja Onorico, em “Sodade, Meu Bem, Sodade”, Chico Corrêa, em “Sapato de Algodão”, e Geraldo Azevedo, em “Lua Bonita”.
“Os convidados foram escolhidos dentro do universo de artistas que já gravaram alguma canção do Zé do Norte. Conseguimos fazer uma boa mistura de estilos, com nomes reconhecidos e novos músicos que despontam no cenário nacional.” Além das faixas musicais, o álbum traz uma bônus recitativa, retirada do livro “Brasil Sertanejo”, escrito por Zé do Norte.
Socorro Lira tem dez anos de carreira e seis trabalhos autorais gravados: “Cantigas” (2001), “Cantigas de Bem Querer” (2003), “Intersecção - A Linha e o Ponto” (2006), “As Liras Pedem Socorro” (2007), “No Terreiro da Casa de Mãe Joana” (2009) e “Cores do Atlântico” (lançado somente na Europa, neste ano).
DIÁRIO DE MARÍLIA (SP)
29/06/2010 07:00:04
Socorro Lira canta Zé do Norte
Cantora resgata a obra do matuto paraibano em Lua Bonita
Quem não conhece “Mulher Rendeira”, “Sodade, Meu Bem, Sodade”, “Lua Bonita”? Ao ouvir o 4º volume do projeto Memória Musical da Paraíba, da cantora Socorro Lira o público irá se surpreender com a dinâmica com que se apresentam as composições de Zé do Norte, um dos mais importantes compositores paraibanos.
“Lua Bonita - Zé do Norte, 100 Anos” homenageia o compositor e dá ao público a oportunidade de passear por vários gêneros com muita leveza. Em entrevista ao Jornal Diário, Socorro Lira que nasceu na zona rural de Brejo do Cruz, na Paraíba e há quase dez anos se dedica a projetos culturais, conta da importância da disseminação da música.
Socorro diz que o que ficou conhecida como música nordestina foi o forró, o baião, o xote. Mas, vai muito além disto. Tem as congadas, reisados, cantoria de viola, gêneros não tão divulgados. E, Zé do Norte é um desses nomes que tinha o olhar sobre o Brasil. Isto beneficiou Socorro a passear pela diversidade rítmica e melódica do interior do Brasil.
Ela diz que a linearidade pode ser trabalhada. No CD os ritmos descem para a poesia e em outros momentos acelera novamente, lembra um pouco como acontecem as festas no Nordeste. “Lua Bonita” traz 12 faixas, todas de Zé do Norte.
Mas, antes de tudo, Socorro Lira é cidadã. Antes da arte como profissão - se vale da poesia e da música que escuta para se expressar - ela se coloca como pessoa nascida no sertão da Paraíba, no Brasil, na América Latina e foi nos movimentos sociais que aprendeu e foi formada com visão crítica. Uma pessoa inquieta, inconformada, por isso o que canta tem a ver com esta realidade e riqueza de vida.
Socorro Lira canta Zé do Norte
Cantora resgata a obra do matuto paraibano em Lua Bonita
Quem não conhece “Mulher Rendeira”, “Sodade, Meu Bem, Sodade”, “Lua Bonita”? Ao ouvir o 4º volume do projeto Memória Musical da Paraíba, da cantora Socorro Lira o público irá se surpreender com a dinâmica com que se apresentam as composições de Zé do Norte, um dos mais importantes compositores paraibanos.
“Lua Bonita - Zé do Norte, 100 Anos” homenageia o compositor e dá ao público a oportunidade de passear por vários gêneros com muita leveza. Em entrevista ao Jornal Diário, Socorro Lira que nasceu na zona rural de Brejo do Cruz, na Paraíba e há quase dez anos se dedica a projetos culturais, conta da importância da disseminação da música.
Socorro diz que o que ficou conhecida como música nordestina foi o forró, o baião, o xote. Mas, vai muito além disto. Tem as congadas, reisados, cantoria de viola, gêneros não tão divulgados. E, Zé do Norte é um desses nomes que tinha o olhar sobre o Brasil. Isto beneficiou Socorro a passear pela diversidade rítmica e melódica do interior do Brasil.
Ela diz que a linearidade pode ser trabalhada. No CD os ritmos descem para a poesia e em outros momentos acelera novamente, lembra um pouco como acontecem as festas no Nordeste. “Lua Bonita” traz 12 faixas, todas de Zé do Norte.
Mas, antes de tudo, Socorro Lira é cidadã. Antes da arte como profissão - se vale da poesia e da música que escuta para se expressar - ela se coloca como pessoa nascida no sertão da Paraíba, no Brasil, na América Latina e foi nos movimentos sociais que aprendeu e foi formada com visão crítica. Uma pessoa inquieta, inconformada, por isso o que canta tem a ver com esta realidade e riqueza de vida.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
IMPRENSA

Lua Bonita – Zé do Norte 100 Anos
MEMÓRIA MUSICAL DA PARAÍBA, vol. 4.
RELEASE
SOCORRO LIRA, INTÉRPRETE
Em quase 10 anos dedicados à arte em projetos culturais individuais e coletivos, Socorro Lira vem consolidando uma carreira bastante promissora tanto no Brasil quanto no exterior.
São seis trabalhos autorais publicados: CD´s, "Cantigas" (2001); "Cantigas de Bem Querer" (2003); "Intersecção - A Linha e o Ponto" (2006); "As Liras Pedem Socorro" (2007), e “no terreiro da casa de Mãe Joana” (2009); Cores do Atlântico, este último lançado somente na Europa (2010, Pai Música www.pai-musica.com, Galiza/Espanha)
Sua determinação em contribuir para promoção da cultura nordestina fez com que idealizasse o Projeto “Memória Musical da Paraíba” através do qual convive e trabalha com artistas e grupos tradicionais da sua região. Essa iniciativa já rendeu os CDs “Ciranda, Coco-de-Roda e Outros Cantos” – Vol. 1, com o canto-dança da comunidade de Caiana dos Crioulos, em Alagoa Grande – Paraíba (2003); “Pedra de Amolar”, Vol. 2, da obra inédita e em homenagem ao compositor Zé Marcolino (2004); “Desencosta da Parede”, Vol. 3, também da comunidade de Caiana dos Crioulos, em Alagoa Grande – Paraíba (2007).
E agora, em 2010, lança o 4º volume do projeto MMPB, o CD “Lua Bonita, em homenagem ao compositor paraibano Zé do Norte, lembrando o seu primeiro centenário de nascimento (1908-2008).
CD LUA BONITA - Zé do Norte, 100 Anos
O homenageado, que nasceu em Cajazeiras, sertão da Paraíba, via o Brasil por completo; já no seu tempo, suas canções davam conta da riqueza musical do Brasil de dentro:
“Se hoje temos a necessidade e o dever de olhar para essas coisas que vêm do “interior” - visto que nos encontramos sem rumo em meio às encruzilhadas modernísticas e mercadológicas - Zé já o fez muito antes quando macumba, jongo, coco, catimbó, batuques... era coisa de um povo que não tinha voz fora dos espaços onde essa cultura ficava aparentemente resignada, embora viva e revolucionária como nunca”. (Socorro Lira).
Aquele "matuto" enxergava o mundo à frente de seu tempo. Importante lembrar dos versos de "Mulher Rendeira", tema tradicional por ele recolhido e adaptado, que há mais de 50 anos levou Zé do Norte ao reconhecimento internacional, sendo regravado por artistas como Joan Baez e Michel Legrand. Suas canções também ganharam o mundo nas vozes de Nana Caymmi, Maria Bethânia, Raul Seixas entre outros nomes da MPB. Alfredo Ricardo do Nascimento (Zé do Norte), não só precisa ser lembrado como também merece ser homenageado, assim como se faz em "Lua Bonita".
CD LUA BONITA E AS VOZES CONVIDADAS
A familiaridade com a música de Zé do Norte levou Socorro a um passeio prazeroso no que diz respeito a este trabalho, finalmente realizando o seu desejo de gravar um disco com músicas do artista. O CD Lua Bonita, produzido por ela mesma, traz as vozes especialmente convidadas de Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Sandra Belê, Vanja Orico e Zé Paulo Medeiros.
A cantora e atriz Vanja Orico - que estreou no cinema no filme “Mulheres e Luzes” do italiano Frederico Fellini – participou, juntamente com Zé do Norte, do filme O Cangaceiro, de Lima Barreto, premiado em Cannes (1953). No CD Lua Bonita ela canta, com Socorro, a mesma canção Sodade Meu Bem Sodade que cantou numa cena inesquecível de O Cangaceiro, no papel de Maria.
Os arranjos são do músico baiano Júlio Caldas em colaboração com os instrumentistas Lifanco, Olívio Filho, Ricardo Vignini, Zé da Flauta, Cássia Maria, Rosa Macedo, Ana Eliza Colomar, Jorge Ribbas, Bruno Serroni que colaboram no disco.
O Banco do Nordeste, através do seu ambiente de comunicação, patrocina e edição do CD Lua Bonita. Vendas e distribuição pela Tratore: www.tratore.com.br
SABER MAIS
www.socorrolira.com.br
www.zedonorte.blogspot.com
PARA OUVIR
www.myspace.com/socorrolira
REPERTÓRIO CD LUA BONITA
“Meu Pião” (Zé do Norte) coco ;
“Rainha de Tamba” (Zé do Norte) maxixe;
“Flor do Campo” (Zé do Norte/Manoel Alexandre) xote,com Elba Ramalho como convidada;
“Mulher Rendeira” (Tradicional/Zé do Norte)cantiga de ninar;
“Balança a Rede” (Zé do Norte/Waldemar Gomes) coco, com participação especial de Sandra Belê;
“No Reino de Iemanjá” (Zé do Norte) macumba;
“São Jorge e a Lua” (Zé do Norte) canção choro, com Zé Paulo Medeiros como convidado;
“Sodade, Meu Bem, Sodade” (Zé do Norte) , toada com participação especial de Vanja Orico;
“Sapato de Algodão” (Zé do Norte) coco, com participação de Chico Corrêa;
“Vai Ver Quem Chegou” (Zé do Norte) carimbó;
“Lua Bonita” (Zé do Norte e Zé Martins) com participação especial de Geraldo Azevedo;
"O Poeta" (Zé do Norte) faixa bônus recitativa, do livro Brasil Sertanejo, também de autoria de Zé Norte.
ASSESSOIRA DE IMPRENSA
Graciela Binaghi - gracielabinaghi@uol.com.br
(11) 9174 4484; (11) 3287 6734
São Paulo - Brasil
PARA CONCERTOS DE LANÇAMENTO CONTACTAR
PRODUÇÃO - LIRAPROCULT
socorrolira@socorrolira.com.br
(11) 9179 6483; (11) 4102 3768
São Paulo
segunda-feira, 19 de abril de 2010
O Poeta
Na vida fui timoneiro
Sou vento, sou tempestade
Dou a vida e dou o sangue
Por causa da liberdade
A vida é um riacho fundo
Difícil de atravessar
Cada passo, um padre nosso
Que a gente tem que rezar
A mulher, o cadafalso
Para a gente se enforcar
Cada condenado, vítima
Cada vítima, um altar
O poeta tem direito
De falar do coração
Inda morrendo é poeta
Na boca da Imensidão
Na porta da eternidade
Tem um letreiro que diz
Todo poeta aqui entra
Sem ter que ir ao juiz
Seu sofrimento na terra
É sempre tremendo, atroz
É por isso que aqui dizemos
Venham os poetas a nós
Do livro Brasil Sertanejo de Zé do norte
Sou vento, sou tempestade
Dou a vida e dou o sangue
Por causa da liberdade
A vida é um riacho fundo
Difícil de atravessar
Cada passo, um padre nosso
Que a gente tem que rezar
A mulher, o cadafalso
Para a gente se enforcar
Cada condenado, vítima
Cada vítima, um altar
O poeta tem direito
De falar do coração
Inda morrendo é poeta
Na boca da Imensidão
Na porta da eternidade
Tem um letreiro que diz
Todo poeta aqui entra
Sem ter que ir ao juiz
Seu sofrimento na terra
É sempre tremendo, atroz
É por isso que aqui dizemos
Venham os poetas a nós
Do livro Brasil Sertanejo de Zé do norte
Assinar:
Postagens (Atom)


+blog.jpg)
+blog.jpg)
+blog.jpg)
++blog.jpg)
+blog.jpg)
.jpg)

++blog.jpg)